Dame Margaret Price (1941-2011)

Price com suas cadelas (duas delas chamadas Susanna e Pamina).

Foi divulgado neste fim de semana, pela BBC, o falecimento de Dame Margaret Berenice Price no dia 28 de janeiro. A soprano galesa faleceu de parada cardíaca aos 69 anos em sua casa, no País de Gales.

Price veio de uma família de músicos e ficou famosa ao substituir a mezzo espanhola Teresa Berganza como Cherubino em Le Nozze di Figaro, de Mozart, em 1962. A partir de então, foi incentivada pelo grande maestro Otto Klemperer e se tornou uma especialista no compositor austríaco. Cantou também Beethoven, Verdi, Wagner, R. Strauss, Schubert e Schumann, entre outros. A soprano atuou no Metropolitan Opera, Royal Opera House, Welsh National Opera, Bayerische Staatsoper e Wiener Staatsoper.

Em 1993, Price tornou-se Dame Commander of the Order of the British Empire, por seus serviços prestados à música, e tinha ainda – como as sopranos Lucia Popp, Edda Moser e Gundula Janowitz – o respeitado título de Kammersängerin da Bayerische Staatsoper e Wiener Staatsoper.

Gravações recomendadas:

Beethoven: Missa Solemnis [Price · Ludwig · Ochman · Talvela · Böhm · DG]

Berg: Lulu-Suite, Altenberg-Lieder etc. [Price · Abbado · DG]

Mozart: Le Nozze di Figaro [Allen · Battle · Price · Murray · Muti · EMI]

Mozart: Don Giovanni [Moll · Popp · Price · Burrows · Solti · Decca]

Mozart: Die Zauberflöte [Price · Serra · Schreier · Moll · Davis · Philips]

Wagner: Tristan und Isolde [Price · Kollo · Kleiber · DG]

Abaixo, Price canta inspirada, como sempre, Le Nozze di Figaro, de Mozart.

Uma resposta

  1. Pádua Fernandes
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    Que perda!
    Lembro que Klemperer teve que bater pé na EMI para tê-la na última gravação de ópera que o maestro realizou, “Così fan tutte”, de Mozart. A gravadora preferia alguém mais conhecido! Nunca ouvi, infelizmente, esse disco.
    Antes, na gravação que ele fez das Bodas de Figaro, ela cantou o pequeno papel da Barbarina (e Kiri te Kanawa, no começo de carreira, o papel anônimo de uma jovem).
    Margaret Price era também uma grande recitalista; é dela a interpretação que prefiro de “Wo die schönen Trompeten blasen”, de Mahler.
    Abraços, Pádua.

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