Estereótipos clássicos

O brega de uns é o sublime de outros…

Quem disse que existe um único e monolítico tipo de ouvinte de música clássica?

Na verdade todo leitor que já freqüentou um concerto ou já discutiu música alegremente em uma mesa de bar sabe que há várias abordagens diferentes para a apreciação musical, aqueles com maior experiência já até tendem a compartimentar esses ouvintes em grupos, com tipos comuns. Muito disso dá-se por origens e visões diferentes de música, mas eu não vim aqui para teorizar sobre isso e sim para falar de cada um dos grupos, qual Sterne no começo da Viagem Sentimental ao elencar os tipos de viajante.

Sterne elencou os tipos de viajantes, seguindo seu caminho faço uma lista dos tipos de ouvinte de música

O Sinfonista: A orquestra é seu instrumento preferido, ele não consegue conceber algo superior ao som da orquestra sinfônica teuto-romântica. A história da música é a história do desenvolvimento do repertório orquestral até sua sublimação em Beethoven/Brahms/Mahler/Strauss/Ravel e tudo que nega isso deve ser rejeitado com veemência. A palavra-chave é desenvolvimento temático e fluidez melódica. Instrumentos de época são uma abominação, uma ópera italiana uma heresia pelo desprezo dado à orquestra, Mozart e Haydn meros membros anteriores da evolução do gênero, seu interesse é limitado. As paixões de Bach e os oratórios de Handel têm árias demais. O resto do repertório barroco lhe é um mistério, música instrumental não lhe sabe bem, como um piano pode competir com a riqueza timbrística de uma orquestra?

Conhece orquestras de todos os grandes países do mundo. Sabe reconhecer o estilo de regência Toscaniniano, Furtwängleriano, sabe distinguir o som da Sinfônica de Boston do som da Sinfônica de Nova York, tem interesse em técnicas de gravação e alega preferir o decaimento sonoro de uma sala de orquestra ou de uma igreja às artificiais gravações de estúdio. Coleciona 40 gravações de cada sinfonia que conhece, e discute empolgadamente cada uma das versões de Bruckner.

Sinfonistas têm uma especial admiração pela personalidade dos regentes.

Como reconhecer: Se em algum momento você vir alguém falando “eu prefiro a orquestração de Schoenberg do quarteto op. 25 de Brahms ao original”, ou “eu prefiro a orquestração de Stokowski ao original de Bach”, pode ficar tranqüilo, você está diante de um sinfonista puro-sangue. Não precisa ficar com medo, ele vai reconhecer e vai te atacar com infindáveis transcrições orquestrais, apenas reaja naturalmente e mude de assunto.

Prós: O mundo orquestral é vasto em gêneros e em compositores, abrange quase 200 anos com muita variedade e cor. Esse tipo de ouvinte desenvolve uma grande sensibilidade para andamentos e agógicas, além de grande refinamento na percepção sonora.

Contras: Se ele tem 200 anos à sua disposição, outros 600 são ignorados. Têm uma certa inflexibilidade com um estilo mais intimista. E tende a ignorar gêneros essenciais como a música de câmara. Gasta muito dinheiro com aparelhagem de som.

Disponibilidade: É um dos ouvintes mais numerosos e muito do repertório de gravadoras é dirigido para ele. Em relação a países, é maioria nos EUA e na Inglaterra, mas em geral é alta onde quer que haja uma sala de concerto. Sua origem vem desde a criação de salas de concerto públicas no classicismo.

Maior aliado: o instrumentista.

Maior oponente: o operário.

O Operário: Em teoria, o exato oposto. O que lhe interessa são as vozes, belíssimas vozes, e os dramas, os terríveis dramas sofridos por aquelas senhoras e senhores no palco. Verdi é seu herói, mas a partir daí há vários subgêneros, aquele com um gosto mais abrangente aprende a gostar de Mozart, Wagner, Janácek, entre outros. Mas um bom número se restringe ao repertório romântico italiano, Donizetti, Bellini, Puccini. A melodia é rainha, o drama o rei, e o resto é apenas conseqüência. Uma boa ópera é aquela que tem melodias memoráveis.

Prós: a ópera é provavelmente o gênero mais importante da história da música, então estar em contato com esse gênero é sempre uma vantagem. Além disso, o interesse em técnica de canto produz análises e comentários muito úteis sobre o canto, o instrumento por excelência.

Contras: É sem dúvida o ouvinte que tem menos interesse em música, e uma característica estrutural e outra histórica contribuem para que a sensibilidade musical seja reduzida. A muleta dramática do libretto muitas vezes serve, tanto ao compositor quanto ao público, para não dar tanta atenção no efeito da música, o que produz tanto uma música de pior qualidade (evidentemente isso não vale para os grandes gênios do gênero) quanto um menor interesse em música – em outras palavras, o libretto serve no lugar de música. O outro fator é o virtuosismo vocal que em muitos repertórios constitui no verdadeiro fim musical. Isso isola seu ouvinte dos outros da maneira mais radical em toda a música clássica. Tem a tendência de viajar pelo mundo em busca das grandes casas de ópera em Nova York, Viena, Berlim, Milão, Paris, como um Jet-setter cultural.

Como reconhecer: se fizer comparações esdrúxulas entre Salomé e Lucia de Lammermoor, baseadas tão somente na semelhança dramática entre as duas personagens, fique tranqüilo, você está diante de um operário grau 5.

Disponibilidade: Por exigir uma infra-estrutura maior do que uma orquestra, uma casa de ópera é mais rara e só existe em grandes centros aqui no Brasil e também em Portugal, mas onde há, eles são muito numerosos, excedendo em muito os outros ouvintes. Seu reino é, compreensivelmente, a Itália, mas onde quer que tenha alguém cantando “Vesti La giubba”, você verá um operário.

Maior aliado: nenhum.

Maior oponente: todos. O operário se isola da música, um operário agudo (grau 4 e 5) tende mesmo a acreditar que ópera não é música e sim outra coisa. Sobre que seria essa outra coisa ele responde, tautologicamente, “ópera”.

O Instrumentista: Toca um instrumento desde pequeno e essa foi a origem do seu gosto por música e muitas vezes a baliza pela qual ele enxerga a música. Por isso desenvolve uma obsessão com seu repertório e técnica. Conhece todos os caminhos do instrumento e tende a ouvir obras muitas vezes pelo simples prazer em ver um instrumentista demonstrar toda a sua habilidade. Cresceu tocando o repertório do instrumento, então exige tanto profundidade quanto amplitude: para ele, as sonatas barrocas obscuras são uma jóia, e é profundamente interessado naquilo que a música contemporânea traz de novo, ainda que o resultado sônico não lhe agrade. Coleciona milhares de gravações da mesma obra, sabe o som específico de cada instrumentista, se violinista, costuma fazer quizzes com seus colegas instrumentistas para ver se descobrem quem está tocando determinada passagem do concerto de Brahms. O único problema é que, como ouviu todas, já decorou as passagens.

Como reconhecer: Se souber tudo de Alkan, mas nada de Paganini, você está diante de um “pianeiro” (o instrumentista pianista). Se souber tudo de Vitali, mas nada de Chopin, você está diante de sua contraparte violinística (cujo nome ainda não foi consagrado pelo uso, de acordo com as últimas publicações sobre o assunto)

Prós: Conhecimento profundo de repertório e amplitude, nihil violinisticum (pianisticum) mihi alienum est. Além disso tem um profundo interesse por vários gêneros, conquanto eles contenham o seu querido instrumento. Então lhe interessa a música orquestral pelos concertos, a música de câmara e a música para instrumento solo.

Contras: Todos os problemas da super-especialização. Reducionismo e pouca abertura a novos sons. A competição interna é sempre muito grande, seja para se mostrar um maior conhecedor do instrumento, seja para discutir qual instrumento é superior.

Disponibilidade: Em 97,7% dos casos tocam o dito instrumento, ou por terem nascido tocando, ou por, dado seu interesse no assunto, terem decidido tocá-lo. Ocorrem com maior naturailidade em violinistas, pianistas e cellistas, mas notícias clarinetistas e violistas não são raras. Às vezes alguns operários podem ser classificados como instrumentistas, mas isso ainda não conseguiu o consenso dos estudiosos.

Maior aliado: o sinfonista.

Maior oponente: outros instrumentistas.

Não fale mal deste meliante perto de um modernista

O Modernista: O mais antigo de todos os tipos de ouvinte é o modernista, ou seja, aquela figura que tem um interesse exclusivo por música recém composta. Até o século XVIII ele era praticamente o único tipo de ouvinte que existia, o surgimento das massas na arte fez sua existência parecer obliterada, mas enquanto houver música, o modernista vai existir. É quase sempre um músico, frequentemente um compositor-wannabe, às vezes um famoso compositor lui-même, está sempre em busca do mais refinado e mais novo e inteligente a se dizer sobre música. Adora freqüentar primeiras audições e costuma imprecar com todos os outros ouvintes que não se interessam pela música nova. Perde mais tempo discutindo com outros modernistas, de outras facções, do que com outros músicos.

Prós: É normalmente o que melhor entende de música. Ponto.

Contra: Muitas vezes a obsessão com música nova lhe faz perder a perspectiva histórica (e nesse momento ele precisa da ajuda de seu fiel escudeiro, o analista).

Disponibilidade: baixa, em especial o bom modernista, que é bem amparado pelo analista, é raríssimo, mas constituem-se nos grandes gênios da música. Todos os grandes compositores foram modernistas.

Maior aliado: o analista.

Maior oponente: Seus rivais de outra estética e os que não gostam de música moderna, ou seja, quase todo mundo.

Fale que isso é um violoncelo engraçado e veja o resultado…

O Antiquário: Do exemplar mais antigo para o mais recente. O ouvinte antiquário é um fruto do século XIX, raríssimo de se encontrar então, até mais do que o modernista, ele foi crescendo ao longo do século XX até, a partir da década de 60, tornar-se, ele mesmo, um membro do mainstream musical. Ele freqüentemente é um ouvinte frustrado de outra época, ou um recém-converso, mas sempre fascinado por um tipo do passado, seja clássico, barroco, renascentista ou medieval. A música desenvolveu-se até um ponto em que começou a terrível decadência até os dias atuais, que devem ser vistos como o fim da arte musical como tal a concebemos – nutre um especial desprezo pelo Romantismo. Todos esqueceram como era a música, e ela perdeu seu ar encantador, seu sopro de vida, sua ingenuidade criadora. Enfim, é um ouvinte profundamente saudosista de uma era que não conheceu, e muitas vezes julga a música com um valor anacrônico, mas é um ouvinte sincero, e às vezes com bons argumentos a favor da música antiga.

Prós: Como o modernista, é o único cujo repertório encontra-se em expansão, pois as bibliotecas musicais da Europa ainda estão lotadas com partituras pedindo, chorando, implorando, para serem tocadas, e o reino dos antiquaristas ainda parece não ter fim. Além disso, prestam um grandíssimo favor à história da música interessando-se muito por tudo que diz respeito ao passado. Quantos musicólogos adquiriram fama e dinheiro maiores do que o pobre analista schenkeriano por causa da sua colaboração com os antiquaristas do mundo? Certamente uma análise estrutural do concerto no. 2 de Brahms pode ser muito profunda e nos fazer entender muito mais de música, mas só a biografia do Mozart vai ganhar resenha no Mais!.

Como reconhecer: Festivais de música antiga. Concertos de viola da gamba. Cds de Reinhard Keiser. Unmistakable.

Contra: É um ouvinte ingênuo, não é nem burro, nem ignorante, mas sua compreensão musical é bastante limitada pelo seu gosto e trabalha com conceitos muitas vezes equivocados, idealizando um passado que ele mesmo não conhece.

Maior aliado: infelizmente, o antiquário está sozinho nessa batalha. Recebe uma ajuda ad hoc de cada um dos outros ouvintes, mas ele sempre vai discutir com os outros.

Maior inimigo: o modernista radical.

O Analista: Dido teve sua Anna, Penélope teve Euricléia, Lizzy Bennet teve Jane, Desdemona teve Emilia, em suma, como é sempre comprovado por estudos, toda mulher bonita tem sua irmã/amiga/confidente/serva feia, cujo único propósito é mostrar para ela como ela é bonita/genial/inteligente/fiel. Da mesma forma, todo compositor tem seu sidekick, o analista. O analista é o compositor frustrado que, não conseguindo ele mesmo compor suas obras, tenta demonstrar ao mundo como seu melhor amigo é genial. Pelo seu grande brilhantismo e eloquência, são considerados figuras respeitáveis, mas como o condor andino, todos sabem que vivem de carniça.

Como reconhecer: Se ele falar “subdominante da subdominante”, você está diante de um. Se ele não for Schenkeriano, ele é identificado pelo uso de qualquer expressão bizarramente afastada de qualquer referência semântica: forma musical gerativista, transmutação harmônica, patchwork formal, e outras bizarrices.

Prós: manja bastante de música e leva-a a sério, estuda bastante e é humilde o suficiente para reconehcer seu papel secundário. Escreve muito bem e chega mesmo a pensar que tem uma influência na composição, se ele a tem, nunca vamos saber por conta do egocentrismo do modernista.

Contras: apesar de saber muito de música, seu repertório é relativamente limitado. E às vezes, à noite, sonha em ser um compositor.

Disponibilidade: esta espécime só sobrevive em ambiente universitário.

Maior aliado: o modernista e o Cult.

Maior oponente: o analista e o modernista rival.

O Cult: É o Homem Renascentista, a música clássica é a maior manifestação musical humana, então ele tem de ouvir música clássica. Atém-se às grande obras do repertório e nutre pouco interesse além disso. Graças a sua grande ilustração, ele é capaz de fazer paralelos inteligentes com todas as outras formas de expressão humana. História, filosofia, literatura, decoração de interiores, polêmicas religiosas, nada escapa a seu crivo. Tem uma visão profundamente coerente do que é a música e a sua história, é capaz de teorizar sobre a função da música e fazer grande dissertações sobre Mozart e Kant, Wagner e Nietzsche, Bach e Spinoza, Perotin e São Tomás de Aquino. Despreza boa parte dos outros ouvintes por causa da sua obtusidade, tem vergonha do operário pela noção brega de drama e sua pouca ilustração na verdadeira arte dramática.

Como reconhecer: se escreve mais de dez páginas SEM falar de música, ele é um Cult.

Prós: Sem dúvida, ele tem horizontes amplos. E como é um sofista de formação, é capaz de dobrar qualquer um, mesmo estando errado.

Contras: Por mais genial que ele seja, frequentemente suas análises são muito superficiais, como é seu conhecimento de música. Então por mais que ele afete para todos os outros um grande conhecimento, quem realmente conhece, sabe que ele não fala de coisa alguma. E ele gosta de Nara Leão…

Maior aliado: Cults com quem ele concorda.

Maior inimigo: todos os outros Cults.

Disponibilidade: Alta, em especial em universidades, mas muito longe de escolas de música. A imprensa escrita emprega quase exclusivamente Cults.

Esses são os ramos principais de gêneros. Mas há comportamentos específicos, esses acumulam com os tipos gerais e podem acumular entre si:

O túnel do tempo: Uma variante comum entre o instrumentista, o operário e o sinfonista, é uma espécie de antiquário de gravações. Nada novo presta, tudo é ruim, nada é melhor, bons eram os músicos de antigamente, que gravaram em disco de cera 78 rpm. A história da interpretação musical é de uma decadência absoluta e derradeira.

O preciosista: Não, nada famoso é bom, gostou dos madrigais de Monteverdi? Ouça os de Giaches da Wert que você vai ver como são melhores. Quartetos de Bartók? Rihm é muito melhor. Por que ouve Menldelssohn? Alfven todo mundo sabe que é melhor. Flagstad é uma farsa, boa era a Gertrude Grob-Prandl. Existe para todos os gostos e em todos os meios, tem um profundo desprezo pelo que é comum e amado. É no fundo um chato.

O tiete: Acomete operários e instrumentistas e, em menor grau, os sinfonistas. A personalidade de um artista específico lhe comove e sua vida é dedicada a colecionar coisas desse artista, tatua a assinatura desse artista no peito, liga para sua casa, visita seu túmulo. Entra em dicussão apenas porque alguém disse que outra pessoa fez melhor.

O do contra: está tudo errado, sempre. E só ele percebe isso. É como um Zelig invertido, diante de qualquer figura, ele se transforma em seu pior inimigo. Reina no Orkut.

Colecionador: Acumular é sua divisa, obras completas são seu sonho, e o dinheiro é seu inimigo. Seu maior objetivo em música não é ouvir uma boa música e sim acumular variedades diferentes de gravações. Não ouviu todos os discos que tem e não se importa com isso. Faz o estilo arqueólogo e lhe apetecem as gravações difíceis, os pequenos tesouros que ele conseguiu graças a sua diligência e insistência. É meio que um filatelista musical.

Rei do Napster: O Napster acabou faz tempo, mas sua memória deve ser sempre lembrada. O principal passatempo do Rei do Napster é trocar MP3, sendo uma espécie de colecionador virtual. Aceitável se você é um adolescente sem dinheiro e descobrindo a música, mas se você é um professor de história da música com 50, é muito feio…

E por fim, há os fanáticos por comopositores, normalmente associados a um dos membros já citados, mas o culto desenvolvido ao redor dessas três figuras merece um comentário.

J.S. Bach: Aquele que é provavelmente o maior compositor de todos os tempos não podia não ter seus seguidores. Bach é grande, mas você percebe que a figura é um fanático quando ela despreza toda a música barroca contemporânea (que Bach não desprezava, aliás, a ponto de copiar concertos de Vivaldi e o Stabat Mater de Pergolesi). E quando a figura começa a fazer análises ultra complexas de Bach, une misticismo e descobre o que Bach verdadeiramente pensava. Aí meu filho, você está no meio da mistificação, corre.

Wagner: O compositor mais adulado da história, obviamente tinha que ser mencionado. Sociedades existem para praticamente todos os compositores, mas sociedades wagnerianas são um fenômeno muito mais amplo e popular do que sociedades de qualquer outro compositor. Como o único compositor a se proclamar como o ápice da música ocidental, Wagner te fornece sua própria teoria estética, teoria política, filosofia. Atua muito fortemente em almas influenciáveis.

Mahler: Convenhamos, Mahler é um grande compositor. Convenhamos, Mahler é um compositor supervalorizado. Como um grande compositor pode ser supervalorizado é quando o número de gravações de suas sinfonias supera o de Beethoven, quando um número cada vez maior de biografias a seu respeito surge. Quando seu centenário é preparado com a pompa de uma data de Mozart. Mahler é um fenômeno, Mahler é o compositor que melhor comunica com o público contemporâneo e que é mais capaz de captar fãs. Em resumo, Mahler é a Legião Urbana da música clássica.

19 Respostas

  1. T.
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    Seu senso de humor é fantástico, Bruno :) Eu me diverti e aprendi muito com cada definição.

  2. Luísa
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    Ótimo blog!
    Gostei muito do post também e concordo com o T., senso de humor fantástico!
    O mais gozado, ou quem sabe o mais trágico, é se identificar com certos grupos!!!!!

  3. Bruno Gripp
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    T.,
    Muito obrigado, venha sempre! :)

    Luísa,
    Veja, se nós nos identificamos com algumas categorias, é um sinal de que meu post atingiu seu objetivo, hehe.

  4. Luísa
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    Tenha absoluta certeza, hehehe! :D

    Desejo força ao grupo! Algo me diz que lerei muitas coisas instigantes por aqui…!

  5. Pianovski
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    Nobre Bruno, brilhante e bem humorado como sempre!
    Abs do Pianovski, o operário grau 5.

  6. Gabriel Galvão
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    Identifiquei-me com dois dos estereótipos, Instrumentista e Cult. Que vergonha! haha

    Vida longa ao blog! Vocês tem muito a contribuir!

    Abração,

    Gabriel Galvão

  7. Danielle Lopes
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    Engraçado ler isso e se encontrar nas descrições. O mais engraçado de tudo, é perceber que existem pessoas que possuem quase como que uma “mistura” dos tipos – prevalecendo, ainda, um ou outro estereótipo -, e pessoas que são os verdadeiros estereótipos que você escreveu. Descrições exatas!, sem tirar, nem pôr! Eu sou cantora e confesso que me identifico quase que unicamente com o “operário”, mais ainda assim – graças a Deus – não deixo de me encontrar um pouco nas outras características.
    Consegui identificar várias pessoas nos posts, também!

    Abraços,
    Dani
    XD

  8. Cássius
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    Em primeiro lugar, é um enorme prazer reve-los neste blog, de cuja existência soube pelo Presto.
    Agora sobre o tópico: Pois é Bruno, lendo isso não pude deixar de me indentificar com certas descrições; eu seria um cult, ou melhor dizendo, wannabe cult, já que estou longe de ter conhecimentos tão profundos de todas essas areas, e com uma pitada de sinfonista. Alem disso, confesso que ajo como “Rei do Napster”; nunca usei o recurso em questão, mas minha principal fonte de músicas no momento são downloads pela internet. E, por fim, adoro Mahler; alias gostaria que você explicasse melhor essa história do “fenomeno Mahler”.

    E Luísa, você é aquela ex-allegronauta que faz aniversário em 17/01?

    P.s.1: O wagnerianismo não é uma preferência musical, é uma religião. Bayreuth é sua Jerusalem.
    P.s.2: Continua detestando o compositor em questão, Bruno?

    Mais uma vez, é um grande prazer reencontra-los. Desejo um promissor futuro para este blog.

    Abraços,
    Cássius

  9. Bruno Gripp
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    Olá Cassius, obrigado pelos elogios.

    Quanto a Wagner, não! Eu gosto do dito cujo agora, apesar das ressalvas que obviamente todo mundo precisa fazer em relação a uma figura tão contundente. E sim, vale um post minhas conclusões disso tudo. Ah sim e um post sobre o fenômeno Mahler, já vi gente comentando que fanáticos por Mahler não estão no mesmo nível dos de Bach ou Wagner, mas acho que estão em um nível ainda superior, afinal, só Mahler tem o estranho fenômeno de um empresário que dedica sua vida a estudar e a reger uma de suas sinfonias…

    abraço
    Bruno

  10. Cássius
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    Esqueci-me de perguntar: Bruno, você traçou todos esses perfis e comportamentos, inclusive mostrando seus prós e contras. Feito isso, você tentaria dizer como deveria ser o “comportamento ideal” de um ouvinte? Ou é inconcebivel um tipo de ouvinte sem contras?

  11. Bruno Gripp
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    Oi Cassius,
    Quem sou eu para dizer se há um ouvinte ideal? Tá, o ouvinte ideal é uma mistura das vantagens de todos os tipos ideais. Sem os vícios. Não sei se isso é possível, pois nós somos parciais por natureza.

  12. Cássius
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    Acabei de ler a história do Kaplan. To com medo…

  13. Cássius
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    Resposta para o post de 00:33 : Entendo.

  14. Bruno Gripp
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    É do Kaplan mesmo de que falava, só tinha me esquecido do nome…

  15. Ludwig van Winkle
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    Tem um outro tipo, no qual me encaixo, que é o do cara que toma Activia com Johnny Walker para a execução musical, preocupando-se somente com a composição e com a “camada interpretativa” do trabalho do músico. A técnica de instrumento o aborrece, a do canto o entedia – ele só está preocupado com a obra em si e com a questão expressiva das execuções.

    É fácil, fácil sacar quem pertence a esse grupo: ele não liga em conhecer muitas gravações das mesmas obras, preferindo ter contato com mais e mais compositores, obscuros ou não, e adquirir um conhecimento enciclopédico da historia da música.

    Geralmente esse cara gosta além do normal de música de câmara. E despreza ópera – afinal, ele gosta de música!

  16. Bruno Gripp
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    Realmente, tem muito mais música nos quartetos de Borodin do que em Tristão e Isolda…

  17. Juliana
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    Ótimo, ótimo blog!
    Adorei em especial esse post dos estereótipos, muito bom.
    Esses tipos musicais são baseados em algum estudo ou você que inventou, Bruno?

    Vou agora terminar de ler todos os outros posts que merecem ser lidos hahha

    beijos de uma sinfonista.
    =*

  18. José Farias
    |

    Sabe, ao ler o texto deste post, me conscientizo do longo caminho a percorrer no entendimento deste gênero musical. Não sei se sou um completo ignorante (apesar do gosto) ou se tal qual um adolescente descobrindo os prazeres do sexo estou eu a descobrir os prazeres da música (deste gênero em específico, e toda a literatura que a complementa). Gostaria de sugerir um post. Mesmo não entendendo ainda as nuances mais sutis dessa música COMPLETA, sinto que há uma notável e significativa diferença de estilo “talvez”, entre ouvir Wagner e Rachimaninov. Que tal um post sobre isso? Ou talvez um post sobre a diferença entre ouvir uma obra conduzida por “ESTE” e a mesma obra conduzida por “AQUELE” regente? Se já o fizeram, e eu é que ainda não vi (encontrei o post nos arquivos do blog), perdoem-me e ignorem a sugestão.
    Um muitíssimo obrigado,
    J.Farias-PE

  19. Flavio J. Morsch
    |

    Bruno,
    Sou noviço aqui nessa confraria, daí o atraso de meu comentário. Você foi perspicaz e abrangente, mas esqueceu talvez o mais caricato dos perfis: O belcantista,ou pseudolírico, ou primadonna.
    Só fala em ópera ítalofrancesa, tem 15 versões da Tosca, discute a inexistência de uma Lady Macbeth (de Verdi,claro, nao do Shosta) ideal, detesta a Tebaldi (por razões óbvias), adora as coloraturas de Lakme e Esclarmonde. Se falarmos em Fidélio, nao acreditam num cara surdinho que escreveu os últimos quartetos e sonatas mais visionários.
    Colocamos o final da Salomé,DVD com T.Stratas, G.Friedrich e K.Boehm…..A criatura responde depois: “eu falei que gosto de Maria Callas,o que nao significa que eu goste de ópera em geral”.
    Perguntamos se já ouviu uma Paixão de Bach. -“Só Wanda Landowska curte Bach”.
    Sobre Handel, oratórios,nem pensar, talvez uma ária de ópera se for “dramatique”.
    As missas tem música demais, sem descanso. Wagner nao tem dó de peito. A Cena da Loucura de Lucia à loucura os leva. Mas, claro, a J.Sutherland é feia demais…

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