Deleites para os tímpanos

É inegável a forte marca que nossos conhecidos ressonadores de cobre aplicam nas composições em que estejam escalados. Sua presença sublinha a mensagem que se deseja passar por meio da música. Facilmente podemos recordar uma passagem embelezada pelos tímpanos, e não apenas em composições instrumentais. Muitas óperas se valem dos tímpanos em cenas cruciais para amplificar sua carga dramática. O contraste é um elemento muito valorizado no emprego dessa percussão (áudio abaixo).

Gluck: Paride ed Elena: Atto III: Maestoso [McCreesh/DG]

Gluck: Paride ed Elena – McCreesh/DG:

Inicialmente os tímpanos eram freqüentemente usados para marcar com peso (literalmente) o encerramento de partes principais de uma peça e, de forma ainda mais incisiva, o final geral da obra. Tal função era valorizada especialmente pelos diretores de teatro do séc. XVIII, pois podiam agradar o público com a pompa de um final estrondoso, proporcionado pelo poder dos reis da percussão – ao mesmo tempo em que indicavam o momento do aplauso.

Händel: “Vai encarar?”

Conhecemos, ainda, a aplicação dos tímpanos ao lado dos seus melhores amigos, os trompetes, em marchas e entradas triunfais ao longo dos séculos. Coroações, casamentos, cerimônias religiosas e tantas outras exigiam a participação dos tímpanos. O temperamental Georg Friedrich Händel (1685-1759) é a referência barroca desses instrumentos. Na sua famosa Water Music (HWV 348-50), podemos ilustrar essa primazia por meio das partes selecionadas nos áudios abaixo.

Händel: Water Music: (Allegro) [Harnoncourt/Teldec]

Händel: Water Music: (Allegro) – Harnoncourt/Teldec:

Händel: Water Music: Coro [Harnoncourt/Teldec]

Händel: Water Music: Coro – Harnoncourt/Teldec:

Há, por sinal, uma anedota que diz ter Händel parado um ensaio com orquestra e se dirigido furioso aos tímpanos (seu gênio era famoso!), pois o infeliz percussionista havia irritado o mestre. O compositor se aproximou, olhou fixamente a vítima incauta e deu um forte soco no instrumento, determinando que se tocasse com mais força. O problema foi o buraco que o “delicado” alemão deixou…

Possivelmente tenha sido o italiano Giovanni Battista Lulli (1632-1687), afrancesado para Jean-Baptiste Lully, o primeiro compositor a usar tímpanos em orquestra. A Marche des Combattans de sua ópera Alceste, ou Le triomphe d’Alcide, de 1674, em homenagem ao seu patrão (Louis XIV), é um belo exemplo de seu pioneirismo (vídeo abaixo).

Colaborador de Molière e notável compositor de música sacra, o francês Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) também nos brindou com uma bela exibição de tímpanos no prelúdio do seu famoso Te Deum (H. 146) – vídeo abaixo. Em sentido oposto ao tomado por Lully, que saiu da Itália para se desenvolver musicalmente na França, Charpentier decidiu deixar este país para aperfeiçoar seu conhecimento musical em Roma.

Entre os compositores italianos do Barroco, os tímpanos sempre tiveram participação de destaque, mas uma delas me arrebatou imensamente, logo no primeiro contato com a obra. O impressionante oratório Juditha triumphans devicta Holofernis barbarie (RV 644), do padre veneziano Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741), cujos números praticamente se nivelam em extrema beleza musical, abre-se com o coro heróico Arma, caedes, vindictae imerso em tímpanos furiosos (vídeo abaixo). Estreou em 1716, “arrancando lágrimas da platéia”, segundo registro da época. Este é o único oratório de Vivaldi que sobreviveu. Todos os papéis (masculinos e femininos) foram interpretados pelas jovens órfãs do Ospedale della Pietà, onde o Prete Rosso trabalhava.

Acostumados ao luxo, os tímpanos não apenas são ouvidos como também são mencionados em várias passagens musicais. O próprio Händel, por exemplo, compôs o coro Di timpani e trombe para o segundo ato de sua Agrippina (HVW 6), caprichando na exibição dos protagonistas (áudio abaixo).

O compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), da mesma forma, aproveita a menção do tenor aos tímpanos, dentre outros instrumentos, em La Finta Giardiniera (KV 196) para escrever uma de suas mais belas árias da sua juventude: Dentro il mio petto io sento (vídeo abaixo). Ao final da ária os tímpanos correspondem à chamada do cantor:

[…] Poi sorge un gran fracasso: li timpani, le trombe, fagotti, e contrabbasso mi fanno disperar.

O valor dos tímpanos talvez tenha até se ampliado durante o séc. XIX, pelo menos para os compositores de ópera. O que seria, por exemplo, do final de La Traviata de Giuseppe Verdi (1913-1901), no áudio abaixo, sem o rufar avassalador dos tambores? Violetta não teria uma morte tão confirmada…

Verdi: La Traviata: Atto III: È strano! [Studer/Levine/DG]

La Traviata: Finale (Levine/DG):

E o final de I Capuleti ed i Montecchi de Vincenzo Bellini (1801-1835), no vídeo abaixo, sem o violento massacre (essa era a intenção!) dos tímpanos no fechamento das cortinas? Romeu e Julieta, definitivamente, estavam sem vida! Não restaram dúvidas.

Os tímpanos são tocados com diversos tipos de baquetas ou grandes maços, que variam de acordo com o som desejado: mais duro ou mais suave. Em geral estão agrupados dois a dois afinados na tônica e na dominante. Pode haver, na orquestra, quatro ou até mais: na execução fiel do Tuba mirum do Requiem de Hector Berlioz (1803-1869) são necessários dez músicos tocando dezesseis desses instrumentos, o que nem sempre é obedecido por razões espaciais… (vídeo abaixo).

Embora o papel dos tímpanos fosse considerado secundário por muitos, alguns mestres como Franz Joseph Haydn (1732-1809) trataram de sair desse costume. O compositor austríaco os posicionou como verdadeiros protagonistas na sua sinfonia nº 103 – dando, inclusive, título à obra: Drum roll [Rufar dos tímpanos]. Essa sinfonia, em mi bemol maior, é a décima primeira das doze chamadas Sinfonias de Londres. Seu apelido se deve ao solo inicial dos tímpanos – que também se revela no final da obra.

A sinfonia de Haydn se estrutura em quatro partes, das quais destaco a primeira e a última, pela conexão direta com o objeto deste post. O Adagio da primeira parte traz um sombrio tema de abertura logo após o solo dos tímpanos (vídeo abaixo). Em seguida, o vivo Allegro con spirito se desenvolve classicamente em forma-sonata, com uma exposição monotemática. Em certos pontos, reafirma-se o tema da introdução em tempo mais rápido.

Observa-se que Haydn reforça a abertura na coda do movimento, um procedimento formal previamente adotado por Mozart no seu quinteto de cordas KV 593. Ludwig van Beethoven (1770-1827) fez o mesmo na sua sonata para piano Pathétique, publicada dois anos após a 103ª sinfonia do seu grande professor.

O último movimento (Finale: Allegro con spirito), como o primeiro, inicia com uma atmosfera formal: no caso, um anúncio das trompas (vídeo acima). Essa entrada é seguida por uma pausa, que se reflete ao longo do movimento. O enérgico final da sinfonia usa uma exposição monotemática e a forma rondó-sonata.  Também como se observa no início da sinfonia, os tímpanos encerram a obra com um vivo rufar, iniciativa genial do compositor.

Padrinho clássico dos tímpanos, Haydn os evidenciou em outra obra-prima sua, mas dessa vez no terreno sacro: a Paukenmesse [Missa dos tímpanos], também conhecida como Missa in tempore belli [Missa em tempo de guerra], Hob.XXII:9. O mestre austríaco soube explorar o poder dramático dessa percussão, especialmente, no Agnus Dei da missa. Iniciando com uma atmosfera tensa, esse momento é carregado com sussurros de tímpanos sinistros (de onde nasce o título da obra). Aqui se sente o prenúncio da Missa Solemnis de Beethoven. Finalmente, a música se encerra com uma celebração da paz no Dona nobis pacem (vídeo abaixo).

Décadas mais tarde, Robert Alexander Schumann (1810-1856) publicava sua segunda sinfonia, Op. 61, em dó maior. Essa foi sua terceira obra do gênero a ser completada, devido aos problemas de saúde do compositor – especialmente a depressão – que atrasaram seus trabalhos. Seu último movimento (Allegro molto vivace), em forma-sonata, recorda o Adagio da sinfonia no segundo tema. Após este, um novo tema se mostra inspirado na última canção do ciclo An die ferne Geliebte de Beethoven e na Ode an die Freude da última sinfonia deste. A coda proporciona uma bela exposição aos tímpanos, recordando a introdução da sinfonia (vídeo abaixo).

Uma das atuações mais simbólicas e inspiradas dos tímpanos se encontra na abertura-fantasia, ou poema sinfônico, Romeu e Julieta de Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893). Na verdade, em toda essa obra-prima a percussão tem um papel estratégico. A coda, por exemplo, é mergulhada numa explosão impetuosa de tímpanos, assim como acontece na ópera de mesmo tema composta por Bellini, apontada acima. Mas é exatamente o momento da morte do casal protagonista, após angustiante passagem orquestral (como determinava o enredo), que foi selecionado para ser representado pelo solo dos tímpanos. Logo em seguida, inicia-se uma marcha fúnebre bem marcada, num comovente encerramento (vídeo abaixo).

Como se percebe, seria impossível esgotar a relação de passagens de destaque para os tímpanos em todo o repertório clássico num simples post como este. Tantos momentos nobres, como o início do concerto para violino (Op. 61) de Beethoven e a marcha fúnebre de sua terceira sinfonia (Op. 55), mostram a importância dos tímpanos na história da música. Uma atuação brilhante, e relativamente recente, pode ser encontrada em O Fortuna de Carmina Burana de Carl Orff (1895-1982) – vídeo abaixo.

Algo inusitado foi produzido pelo compositor americano Philip Glass (n. 1937): um concerto para tímpanos! Seu interessante Concerto-Fantasy for two Timpanists and Orchestra, com cerca de 27 minutos, chamou a atenção e logo ganhou fama (vídeo abaixo). A estréia foi no dia 19 de novembro de 2000, no Avery Fisher Hall (Lincoln Center, Nova York), com os timpanistas Jonathan Haas e Svetoslav Stoyanovby, diante da American Symphony Orchestra, regida por Leon Botstein. O compositor favorito de Glass é Franz Robert Schubert (1791-1828).

18 Respostas

  1. lucio
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    strauss… einleitung…
    adoro aqueles tímpanos ‘tímidos’ e céticos !!

    * * *

    barroco, clássico, glass…
    post curioso este, parabéns.

  2. Luciana
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    Parabéns por se dedicar a divulgação de tão boa música e o resgate da história de instrumentos tão preciosos!

  3. Leonardo T. Oliveira
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    O uso dos tímpanos no começo do oratório do Vivaldi é mesmo sensacional e eu confesso que nem tinha me dado conta disso até este post. Os exemplos do barroco com os trompetes são mesmo um verdadeiro “topos” e a lembrança foi muito oportuna, além dos casos imponentes do Berlioz e do Tchaikovsky (e o grande momento com o Glass, quando os tímpanos ganham um concerto inteiro). Mas fora o Glass ou mesmo o Bartók (Música para Cordas, Percussão e Celesta), os casos que mais me chamam a atenção são mesmo o do Haydn e o do Beethoven. No caso do concerto pra violino do Beethoven, o tímpano inicia a obra e nós descobrimos que o que ele expõe é o tema principal da obra mesmo, é muito surpreendente ouvir os violinos depois tocando o mesmo tema e percebermos isso. Outro exemplo de tímpanos solistas é o do scherzo na Nona Sinfonia!

    E por acaso lembro também de quando Wagner quer pesar a mão e usa a percussão e os metais mais pesados. Exemplo na abertura do segundo ato da Valquíria (já no ponto certo): http://www.youtube.com/watch?v=yFNktahDOLE&t=1m30s.

  4. Frederico Toscano
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    Obrigado, Lucio!
    A idéia foi cobrir vários estilos e épocas percorridas pelos tímpanos.
    Não conheço essa passagem de Strauss. Vou pesquisar.

    Obrigado, Luciana!
    Valorizamos muito a divulgação da boa música!
    Há muito a ser conhecido e descoberto, felizmente!

    Leo, esse oratório de Vivaldi é um verdadeiro tesouro musical.
    Número após número… são momentos de surpresas e êxtases.
    A obra de Haydn é uma verdadeira declaração de amor aos tímpanos!
    Veja o concerto para oboé dele… E o para trompete?
    E o minueto da sinfonia 97? E a abertura de Die Jahreszeiten?
    Enfim, nunca acabaremos de citar exemplos!
    É verdade! O papel dos tímpanos no começo do concerto para violino de Beethoven não é nada secundário… Aquele é o tema! Gostei bastante dessa sua observação. Dificilmente se percebe isso.
    A Nona está mergulhada em tímpanos, de fato. E o final da Sétima?!
    Adoro essa gravação: http://www.youtube.com/watch?v=15OUkJBZhBw

    O grande Heinrich Biber (1644-1704) tem um belo moteto chamado “Plaudite tympana”.
    O título já diz tudo… Áudio: http://www.youtube.com/watch?v=3SUTNhx-AaQ
    Ele está no excelente CD de McCreesh/DG para a sua Missa Salisburgenis:
    http://www.amazon.com/Biber-Salisburgenis-Antiqua-Gabrieli-McCreesh/dp/B000025JQG

  5. João Rizek
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    Mais uma vez parabéns pela iniciativa do blog, algo inacreditável em se tratando de Brasil.

    Gostei como a ‘história segundo o tímpano’ foi costurada. Lembraria também a Burleske do Strauss, na qual o instrumento ganha, segundo as premissas do modernismo, status de ator principal, tocando as notas que se transformam em um dos motivos da obra.

    Lembraria ainda de exemplos mais óbvios que ficaram de fora, como o Les Augures printaniers e o Jeu du Rapt na Sagração de Primavera.
    http://www.youtube.com/watch?v=k6UlXtq3igk
    http://www.youtube.com/watch?v=97zAHoobxic

    Abraços,
    João

  6. Adriano
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    Artigo sobre tímpanos que não faz menção à Quarta de Nielsen, OMG! :)

  7. Frederico Toscano
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    Obrigado pelo apoio e entusiasmo, João!
    Peço divulgar nosso blog sempre que possível.
    Lembrei dos tímpanos no primeiro concerto para violino de Bruch:
    http://www.youtube.com/watch?v=Va7ez2m_HCA
    Abraços!

    Adriano, caríssimo! Como esquecer Nielsen?!
    Como diria o Conde em Le Nozze di Figaro, “perdono…”
    Do jeito que a coisa caminhava, o post mediria quilômetros!
    E olha que eu tive que apagar metade dele!!! Estava imenso!
    Mas, por favor, traga suas indicações valiosas para esse espaço!
    Saudações allegronáuticas forever! :)

  8. Estefânio Neto
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    Muito bom o post…

    Mas só pra lembrar, ainda temos os Tímpanos solistas na scherzo da Sinfonia do Novo Mundo de Dvoràk, a introdução do Concerto para violino de Bruch em G menor (http://www.youtube.com/watch?v=f7q2Ge1KmaY&feature=related), o efeito pragmático entregue aos tímpanos nos poemas sinfônicos de Dvoràk (quando o espírito corta a cabeça do seu filho em “O espírito das águas” – http://euterpe.blog.br/analise-de-obra/dvorak-vodnik-%E2%80%9Co-espirito-das-aguas%E2%80%9D-op-107), o contra-canto discreto (muito importante) do tímpano no meio do solo do violoncello de Elgar (no fim do 1ºmov)… entre vários outros dos quais não me lembro no momento… exemplos não faltam… De qualquer forma, parabéns os escritores do post…

    Abraços, Neto

  9. Leonardo T. Oliveira
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    O do scherzo da Nona do Dvorák reverbera nada menos que o do scherzo da Nona do Beetho mesmo, em que o tímpano atua como solista.

  10. Estefânio Neto
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    Isso é verdade… mas é engraçado com aos poucos a peça de Dvorák vai se tornando “dele mesmo” e não uma cópia da de Beethoven…

  11. Erico
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    Muito interessante o artigo. Outro destaque da “literatura timpanística” é uma cadência escrita por Beethoven e incluída no arranjo para piano e orquestra de seu próprio concerto para violino (o arranjo está identificado como op. 61a). Kremer, quando gravou o concerto para violino (op. 61) com Harnoncourt, adaptou a cadência para piano, tímpano e violino.

  12. Ricardovsky
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    Excelente texto! Parabéns, Toscano. Se eu que já me considero “macaco velho” aprendo bastante, imagino o grande benefício que você faz para divulgar a música clássica entre os iniciantes.
    Eu só acrescentaria à sua excelente lista o início da Sinfonia nº 1 de Brahms, citando-a como a introdução mais dramática já feita com a presença de tímpanos. Aliás, se o regente não dá potência aos tímpanos, acaba com a sinfonia (não conheço a gravação, mas já li uma crítica negativa à interpretação de Seiji Ozawa, exatamente por isso). De minha parte, eu recomendaria a gravação de Celibidache, bem lenta e que, por isso mesmo, enfatiza bem essa passagem.

  13. Leonardo T. Oliveira
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    Muito bem lembrado, Ricardo!

    Abração pra você. o/

  14. Frederico Toscano
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    Olá, Estefânio!
    Obrigado pela acolhida ao post e ao blog!
    Ótimas indicações às aplicações dos tímpanos na música.
    Como você pode ver, falei do grande Bruch antes de sua mensagem.
    Aprecio bastante e obra dele, e do Dvorák também, desde criança.

    Grande Erico!
    Conhece a gravação dessa cadência com Jochum, Schneiderhan e a Berliner pela DG?
    Aqui está o CD, que, aliás, é completamente impecável:
    http://www.amazon.com/Beethoven-Mozart-Violin-Concertos-Schneiderhan/dp/B000001GQ0/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1323013373&sr=8-1

    Meu amigo (sumidíssimo!!!) Ricardo!
    Por onde andavas??? Saturno? Vênus? Ou talvez Plutão??? :D
    Fico muito feliz em te ver por aqui, rapaz!! Eu estava afastado em viagem a trabalho!
    Vi suas recentes contribuições! Agradecemos muito!
    Lembrei agora da abertura de Don Giovanni com Karajan em DVD.
    Aquilo é tímpano para todos os lados! Quem não conhecer o vídeo veja aqui:
    http://www.youtube.com/watch?v=hWMhfKBJf2g
    É como se Mozart quisesse dizer: “Agora esqueçam tudo que ouviram!”

  15. Ricardovsky
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    Leonardo e Toscano,

    Obrigado pela carinhosa recepção. Aliás, por “culpa” de vocês, já coloquei mais três cds em minha lista de compras: o Requiem de Mozart com Spering, aquele oratório genial de Vivaldi (Meu Deus, o que é aquilo!? Lindo demais) e o Requiem de Michael Haydn (fiquei impressionado com a beleza). Nada disso eu conhecia. Parabéns pelo excelente trabalho que todos vocês estão fazendo. Tenho lido os textos já há algum tempo, mas só agora comecei a comentar alguma coisa. Vou ver se apareço mais.

    Grande abraço.

  16. Ricardovsky
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    Ah, sim, esqueci de dizer, Toscano… Nunca fui muito fã de Karajan para Mozart, mas a gravação da abertura do Don Giovanni que você citou sempre foi a minha preferida, exatamente pela ênfase dada aos tímpanos. Se não me falha a memória, esta é aquela produção com Samuel Ramey no papel título, não é? Acho que esse Don Giovanni foi a melhor interpretação de Karajan em Mozart. Tem gente que diz que Karajan ficou ruim depois de velho, mas eu não concordo com isso. Basta ouvir sua gravação da Criação de Haydn (aquela com Jose van Dam) e a abertura e a morte de Isolda de Wagner (com Jessye Norman) para ver como Karajan está excelente.

  17. flavio j. morsch
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    Frederico,
    Ninguem aqui fala em Bruckner? Em matéria de codas, lembraria o final da sua Quinta, o final do primeiro movimento do Manfredo de Tchaikovsky e da Quinta do Shostakovitch, além do duelo de tímpanos na Quarta de Nielsen. Mas o campeão é Robert Simpson em suas sinfonias…Quase ensurdecedor. Para quem gosta de batucada, é o suprassumo…

  18. Frederico Toscano
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    Caro Flavio, obrigado pela mensagem e pela contribuição à discussão. O tema é muito amplo e inesgotável. Gostei bastante de produzir esse post. Abraços!

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