19abr 2017
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Sendo a “Amada Imortal” por um dia: I. Beethoven em fonte primária

Última página da carta à “amada imortal” de Beethoven

Há exatos 200 anos Beethoven escrevia uma carta com umas “poucas palavras a lápis…” dirigidas a uma “amada imortal” não identificada, esboçando o que viria a ser um dos mistérios mais famosos da história da música. O interesse que a carta desperta com seu conteúdo apaixonado e enigmático chama a atenção para duas coisas: 1) como (e até que ponto) podemos relacionar a vida e a obra de Beethoven tendo o conhecimento de um documento tão íntimo? e 2) de onde essa carta apareceu afinal?! Euterpe fará a viagem pelo tempo deixando a carta falar por si mesma, com digitalizações e transcrições de cada uma de suas páginas e informações sobre sua origem pra que você se sinta a própria Amada Imortal! Ou quase.

Origem

Depois da morte de Beethoven em 26 de março de 1827, Anton Schindler – seu assistente nos últimos anos e então mais direto envolvido na compilação de seu acervo póstumo – tomou posse de uma carta amorosa guardada entre os pertences pessoais do compositor. Conta-se que ela havia sido encontrada por Karl Holz na presença de Stephan von Breuning e Johann van Beethoven em uma das varreduras feitas no apartamento de Beethoven em busca de ações bancárias, e que ela estava em uma pequena gaveta secreta em uma escrivaninha, junto nada menos do que com o Testamento de Heiligenstadt e outros documentos importantes.

Provável gaveta com compartimento secreto aberto em que Beethoven guardou sua carta à amada imortal (Beethoven-Haus Bonn Museum)

Em 1840, Schindler publicou sua biografia sobre Beethoven, em que apresenta a existência da carta e propõe algumas respostas a seus mistérios: apenas o dia e o mês estão identificados (6 e 7 de julho), enquanto o local, o ano e o nome da destinatária – referida como “Unsterbliche Geliebte” (“Amada imortal”) – se tornariam temas de grande debate entre os biógrafos. O documento foi mantido por Schindler até sua morte (1864), quando foi herdado por sua irmã e em 1880 vendido à Biblioteca Estatal de Berlim, onde permanece até hoje.

Carta

A carta possui cinco pequenas folhas: quatro medindo 200 x 238 mm e uma medindo 201 x 119 mm, escritas a lápis em frente e verso, somando dez páginas no total. Em 1950 uma análise da marca d’água do papel pôde determinar o ano e, por extensão, o local em que a carta foi escrita: 6 e 7 de julho de 1812, quando Beethoven esteve em um spa na cidade de Teplitz, na antiga Boêmia, para tratar da saúde. O fato da carta não trazer marcas como selos ou carimbos postais e ter sido encontrada entre os pertences de Beethoven sugere a muitos que ela nunca foi enviada, mas ainda é possível que se trate de um rascunho ou uma cópia que Beethoven manteve consigo.

No manuscrito é possível identificar algumas palavras reforçadas a lápis, certamente um trabalho feito por Anton Schindler com a intenção de torná-las mais legíveis – na terceira edição de sua biografia, ele publicaria parte da carta em facsímile. E na primeira e quinta páginas há o selo “Bibl. Regia Berlino” da Biblioteca de Berlim.

Lendo a carta

Há algumas dificuldades naturais na leitura da carta que muitas traduções, ao procurar amenizá-las, chegam a verter erroneamente: sua escrita é bastante livre, quase imitando a sequência de assuntos natural da própria oralidade, e a pontuação é bastante sumária, resumindo-se quase apenas a travessões que separam o fôlego das ideias. Além disso, algumas reflexões mais íntimas podem não parecer muito claras para nós, leitores enxeridos.

O post de hoje propõe a leitura da carta, seja como uma espécie de enigma detetivesco de um documento de circunstâncias tão remotas que nos revelará aspectos da própria música de Beethoven (e que exploraremos em post à parte), seja como um exercício mais puro e sentimental de se colocar no lugar da destinatária… Isso para que você mesmo passe pelas questões que a carta contém a partir do seu próprio texto (como: qual era a relação de Beethoven com a destinatária?, pelo que ele parecia passar nessa período da vida?, o que parece estar por trás de certas afirmações mais reticentes?). Então ajeite-se, porque agora é com você – o campo dos comentários fica disponível para dúvidas e especulações. Amanhã discutiremos seu conteúdo e depois buscaremos situá-la na produção musical de Beethoven.

A seguir, Euterpe oferece em primeira mão as imagens digitalizadas da carta, uma transcrição do original (adaptada após o trabalho de Leopold Schmidt, academicamente mais preciso) e uma inédita tradução de apoio interlinear (menos articulada do que algumas traduções mais românticas, mas mais próxima do original a ser desvendado):

am 6ten juli
em 6 de julho
Morgends. –
De manhã. –

Mein Engel, mein alles,
Meu anjo, meu tudo,
mein Ich. . . nur einige
meu eu. . . apenas umas poucas
Worte heute, und zwar mit
palavras hoje, e de fato a
Bleystift – (mit deinem) – erst bis morgen ist
lápis – (o teu) – Somente amanhã minha
meine Wohnung sicher bestimt,
hospedagem estará certamente definida,
welcher Nichtswürdige Zeit-
Que inútil perda de
verderb in d.g. – warum
tempo nisso – Por que
dieser tiefe Gram, wo die
esta profunda tristeza, onde a
Nothwendigkeit spricht –
necessidade fala? –
Kann unsre Liebe anders
Pode nosso amor existir
bestehn als durch Aufopferungen,
que não seja por sacrifícios,
durch nicht alles verlangen,
[que não seja] deixando de tudo exigir?,
kannst du es ändern, daß du
Podes mudar o fato de que tu
nicht ganz mein, ich nicht
não és inteiramente minha e eu não
ganz dein bin – Ach Gott
sou inteiramente teu? – Ah, Deus!

blick in die schöne Natur
Contempla a bela natureza
und beruhige dein Gemüth
e acalma tua mente
über das müßende – die Liebe
sobre o que deve ser – O amor
fordert alles und ganz mit recht,
exige tudo e com toda razão,
so ist es mir mit dirdir mit
assim é para mim contigo, [e] para ti
mir
 – nur vergißt du
comigo – apenas tu esqueces
so leicht, daß ich für mich und
tão facilmente que por mim e
für dich
 leben muß, wären
por ti eu devo viver, Estivéssemos
wir ganz vereinigt, du würdest
nós completamente unidos, [e] tu sentirias
dieses schmerzliche eben
este sofrimento tão
so wenig als ich empfinden –
pouco como eu –
meine Reise war schrecklich
Minha viagem foi horrível,
ich kam erst Morgens 4
cheguei aqui apenas 4
Uhr gestern hier an,
horas ontem de manhã,
da es an Pferde mangelte,
pois não havia cavalos,
wählte die Post eine andere
o [cocheiro do] correio escolheu um outro
Reiseroute, aber welch
caminho, mas que

schrecklicher Weg, auf der vor-
caminho horrível, Na pe-
lezten Station warnte
núltima estação me foi alertado
man mich bej nacht zu fahren,
sobre viajar à noite,
machte mir einen Wald
fazendo-me temer
fürchten, aber das Reizte
a floresta, mas isso só
mich nur – und ich hatte
me incentivou – E eu estava
Unrecht, der Wagen muste
errado, a carroça teve
bey dem schrecklichen Wege
que quebrar no caminho
brechen, grundloß, bloßer
horrível, sem fundo, [uma] mera
Landweg, ohne 2 solche Postil-
estrada de terra, Sem os 2 co-
lione, wie ich hatte, wäre
cheiros que eu tinha, eu
ich liegen geblieben Unterwegs.
teria ficado preso no caminho.

Esterhazi hatte auf dem
Esterhazi teve no
andern gewöhnlichen Wege
outro caminho costumeiro
hierhin dasselbe schicksal
daqui o mesmo destino
mit 8 Pferden, was ich mit
com 8 cavalos, o que eu fiz com
vier. – jedoch hatte ich zum
quatro. – [E] no entanto tenho
Theil wieder Vergnügen,
algum prazer novamente,

wie immer, wenn ich was glücklich
como sempre, quando felizmente
überstehe. – nun geschwind
supero [algo]. – Agora rapidamente
zum innern zum aüßern,
das coisas internas para as externas,
wir werden unß wohl bald sehn,
nós provavelmente nos veremos em breve,
auch heute kann ich dir meine
ainda que hoje eu não possa dividir
Bemerkungen nicht mittheilen,
contigo minhas observações,
welche ich während dieser
que fiz durante esses
einigen Tage über mein
poucos dias sobre a minha
Leben machte – wären
vida – Estivessem
unser Herzen immer dichtan
nossos corações sempre juntos
einander, ich machte wohl keine d.g.
um ao outro, [e] eu certamente não teria tais pensamentos.
die Brust ist voll dir viel zu
Meu peito está cheio de tantas coisas para te
sagen – Ach – Es gibt Momente, wo ich finde
dizer – Ah – Há momentos em que eu acho
daß die sprache noch gar
que a linguagem não é absolutamente
nichts ist – erheitre dich –
nada – Anima-te –
bleibe mein treuer einziger
Permanece meu fiel e único
schatz, mein alles, wie ich dir
tesouro, meu tudo, como eu a ti,
das übrige müßen die Götter
O resto os deuses devem
schicken, was für unß sejn muß
enviar, aquilo que deve ser e pode ser
und sejn soll. –
para nós. –

dein treuer
teu fiel
ludwig. –
ludwig. –

Abends Montags am 6ten Juli –
Noite de segunda-feira em 6 de julho –
Du leidest du mein theuerstes
Tu estás sofrendo, minha mais querida
Wesen – eben jezt nehme ich wahr
criatura – Só agora me dei conta
daß die Briefe in aller Frühe
de que as cartas devem ser
aufgegeben werden müßen.
despachadas no início da manhã.
Montags – Donnerstags –
Segundas-feiras – Quintas-feiras –
die einzigen Täge wo
os únicos dias em que
die Post von hier nach K.
o correio vai daqui para
geht – du leidest – Ach, wo
K.[arlsbad?] – Tu estás sofrendo – Ah, onde
ich bin, bist du mit mir, mit
eu estou, tu estás comigo, [por isso] falo
mir und dir werde ich machen
comigo e contigo[:] faz com
daß ich mit dir leben kann,
que eu possa viver contigo,
welches Leben!!!! so!!!!
Que vida!!!! Assim!!!
ohne dich – Verfolgt von
Sem ti – perseguido pela
der Güte der Menschen hier
bondade das pessoas aqui
und da, die ich mejne – eben so
e ali, da qual eu penso[:] – desejo
wenig verdienen zu wollen, als
merecer apenas o pouco
sie zu verdienen – Demuth
que mereço – A humildade
des Menschen gegen den
do homem para com o
Menschen – sie schmerzt
homem – isto me
mich – und wenn ich mich
dói – e quando eu me

im zusamenhang des
considero em relação
Universums betrachte,
ao Universo,
was bin ich und was ist
o que eu sou e o que ele
der – den man den
é – aquele que é
Größten nennt –
chamado o Maior –
und doch – ist wieder
e contudo – aqui está
hierin das Göttliche
outra vez a centelha divina
des Menschen – ich
no homem – Eu
weine wenn ich denke
choro quando penso
daß du erst wahrscheinlich
que tu provavelmente só
Sonnabends die erste
irás receber no sábado
Nachricht von mir
a primeira notícia
erhältst – wie du mich
de mim – O quanto tu
auch liebst – stärker
também me ames – ainda mais intensamente
liebe ich dich doch – doch
eu te amo, mas – mas
nie verberge dich vor
não te escondas de

mir – Gute Nacht – als
mim – Boa noite – como
Badender muß ich schlafen
banhista [no spa] eu [já] devo ir
gehn – o geh mit,
dormir – oh vai com,
geh mit Ach gott –
vai com Ah, Deus –
so nah! so weit! ist es
Tão perto! Tão longe! Não é
nicht ein wahres Himels-
nosso amor um verdadeiro
Gebäude unsre Liebe –
edifício celeste? –
aber auch so fest, wie
Mas também tão firme, como
die Veste des Himels.
o firmamento do céu.
___

guten Morgen am 7ten Juli –
Bom dia em 7 de julho –
schon im Bette drängen sich
Já na cama os pensamentos
die Ideen zu dir meine
se lançam a ti, minha
Unsterbliche Geliebte,
amada imortal,
hier und da freudig,
aqui e ali alegres,
dann wieder traurig,
depois tristes novamente,
vom Schicksaale ab-
esperando pelo des-
wartend, ob es unß erhört –
tino, se ele nos ouve –
leben kann ich entweder nur
Eu só posso viver ou
ganz mit dir oder gar nicht,
completamente contigo ou simplesmente não viver,

ja ich habe beschlossen in
Sim, resolvi
der Ferne so lange herum
vagar para longe
zu irren, bis ich in deine
sem rumo, até que possa
Arme fliegen kann,
voar em teus braços,
und mich ganz heimathlich
e possa dizer que estou inteiramente
bei dir nennen kann,
em casa contigo,
meine Seele von dir
[e] possa enviar minha alma
umgeben ins Reich der
envolta em ti para o
Geister schicken kann –
reino dos espíritos –
ja leider muß es sejn – du
Sim, infelizmente deve ser assim – Tu
wirst dich fassen um so mehr,
te consolarás tanto mais,
da du meine Treue gegen
porque sabes da minha fidelidade
dich kennst, nie eine andere
a ti, Outra nunca
kann mein Herz besizen,
pode ter meu coração,
nie – nie – O Gott warum
nunca – nunca – Oh Deus, por que
sich entfernen müßen, was
ter que se separar de quem
man so liebt, und doch ist mein
se ama tanto, E ainda minha
Leben in W. so wie jezt ein
vida em V.[iena] como está agora é uma
kümerliches Leben – Deine
vida miserável – Teu
Liebe macht mich zum glück-
amor me faz o mais feliz
lichsten und zum unglücklichsten
e o mais infeliz ao mesmo
zugleich – in meinen Jahren jezt
tempo – Em minha idade agora
bedürfte ich einiger Einförmigkeit
eu precisaria de alguma regularidade
Gleichheit des Lebens – kann
estável de vida – Pode

diese bej unserm Verhältniße
isso existir em nossa
bestehen? – Engel, eben
relação? – Anjo, acabo
erfahre ich, daß die Post
de saber que o correio
alle Tage abgeht –
parte todos os dias –
und ich muß daher
e devo portanto
schließen, damit du
concluir, para que
den B. gleich erhälst –
recebas a c.[arta] logo –
sej ruhig, nur durch
Fica calma, apenas pelo
Ruhiges beschauen unsres
tranquilo contemplar de nossa
Dasejns können wir
existência podemos
unsern Zweck zusamen
alcançar nosso propósito
zu leben erreichen –
de vivermos juntos –
sej ruhig – liebe mich –
Fica calma – Ama-me –
heute – gestern –
Hoje – Ontem –
Welche Sehnsucht mit
Que saudade de ti,
Thränen nach dir –
até as lágrimas –
dir – dir – mein
Tu – tu – minha

Leben – mein
vida – meu
alles – leb
tudo – A-
wohl – o liebe
deus – Oh, continua
mich fort – verken
a me amar – nunca
nie das treuste
duvides do mais fiel
Herzdeines
coração
Geliebten
do teu amado

L.
L.

ewig dein
eternamente teu
ewig mein
eternamente minha
ewig unß
eternamente nossos

Este post pertence à série:
1. Sendo a “Amada Imortal” por um dia: I. Beethoven em fonte primária
2. Sendo a “Amada Imortal” por um dia: II. Desvendando o que dá
3. Sendo a “Amada Imortal” por um dia: III. Música!

Este post tem 9 comentários.

9 respostas para “Sendo a “Amada Imortal” por um dia: I. Beethoven em fonte primária”

  1. Há coisas importantes pra se discutir, mas por ora as mais imediatas da própria leitura e que merecem comentário seriam as seguintes:

    Estivéssemos nós completamente unidos, [e] tu sentirias este sofrimento tão pouco como eu: considerando o que sofre por ela, ele parece se perguntar se deveria renunciar ao amor por ela, e o que isso faria a esse sentimento.

    perseguido pela bondade das pessoas aqui e ali, da qual eu penso[:] – desejo merecer apenas o pouco que mereço – A humildade do homem para com o homem – isto me dói: Beethoven se mostra incomodado com a solicitude das pessoas ao seu redor, cuja piedade se manifestaria provavelmente pela sua surdez e má saúde. Ele considera que não merece essa pena, que o lembra sempre o quanto ele próprio está doente. (E querer merecer mais dela seria estar mais doente ainda…).

    e quando eu me considero em relação ao Universo, o que eu sou e o que ele é – aquele que é chamado o Maior – e contudo – aqui está outra vez a centelha divina no homem: Beethoven fica filosófico aqui e a sintaxe fica um pouco caótica. Ele se compara em relação ao Universo e a Deus e se vê pequeno. Mas parece admitir que aquela piedade de que o homem é capaz ainda pode torná-lo algo de divino.

    Boa noite – como banhista [no spa] eu [já] devo ir dormir: durante o dia os visitantes do spa tinham determinado tratamento, ainda mais Beethoven, que estava tratando da saúde. Por isso ele devia ir dormir cedo.

    oh vai com, vai com: seria um convite suprimido pra que ela fosse dormir com ele?

    acabo de saber que o correio parte todos os dias: ele descobre que o correio não parte de três ou quatro dias, mas todos os dias na alta temporada de verão.

  2. Pela grafia da última página, e pelo conteúdo da penúltima (“Anjo, acabo de saber que o correio parte todos os dias”), dá a impressão que ele se apressou em concluir a carta para não perder a hora do correio – o que eliminaria a hipótese da carta se tratar de um rascunho ou uma cópia de uma carta realmente enviada. E se os grandes estudiosos me permitirem uma modesta especulação, creio que Beethoven deve ter perdido o horário do correio, ou que o carteiro trouxe uma informação que o compositor não esperava, e por esse motivo ele desistiu de enviar a carta.

  3. Oh, Deus! Por que viver separados, quando se ama assim? sentindo-me só, angustiado, o ser mais feliz e o mais infeliz.
    Olha a grandeza do amor e a sensibilidade de uma mulher em apresentar uma rica obra como esta em representação do amor que eles vivem. Obrigado mulher encantadora!

  4. Pasmo, boque-aberto (é assim que se escreve? rsss), petrificado, emocionado, e, extremamente agradecido por tamanha carga de informação, romantismo, história e conhecimento do Blog (seus administradores).
    Sempre gostei de música Erudita, mas ouvir esse gênero musical, acompanhado de boa leitura sobre o que se está ouvindo, é uma viagem lisérgica.
    E agora, a cobrança (indevida) diante da generosa oferta. Onde está a parte III? O link não esta ativo.
    É assim mesmo, e eu que estou perdido?
    Perdão pela cobrança, indevida – talvez.
    J.Farias-PE

  5. Leonardo,
    Antes de mais nada, quero manifestar imensa admiração pelos comentários seus, os que já li. Faço ideia da extenuante pesquisa que está subjacente , bem como a paixão pela música e pelos músicos; nesse ponto, nao há “fofoca”, porque a compreensão dos sentimentos do artista facilitam o entendimento de sua mensagem…sem o sensacionalismo daquele filme, de resto belo, que colocou a “Amada” como a cunhada que ,mal ou bem, foi a rival de Ludwig nos tribunais acerca da custódia de Karl….
    Acrescento louvores à difusão- muito trabalhosa- de seus estudos ,que brilham com profundeza. Pode-se ver o quanto de transpiração você teve para garimpar tantas informações ,digamos, recônditas.
    Apresso-me a fazer tal reconhecimento porque não sei se serei digno de pertencer a este seio , eis que alguns comentários meus estão há uma semana “sujeitos a aprovação”. Se eu começar censurado, me retiro humildemente. De qualquer forma, pessoas como você e os outros titulares do Blog bastam para poupar o Brasil da cólera divina…

  6. Caríssimo Flavio,

    Você é mais do que bem-vindo ao blog! Tenho acompanhado os seus comentários e torço muito para que tenhamos sempre o que lhe interessar entre os nossos posts, sustentando assim boas conversas e uma boa amizade daqui para frente. O ambiente aqui dos comentários é sempre muito construtivo, bem disposto e tranquilo – a dinâmica da aprovação dos comentários serve apenas para filtrarmos spams e controlarmos os comentários que cada autor deve lembrar de responder. Estou concluindo uma fase agitada nos estudos e no trabalho nesses dias, mas este seu comentário me faz apressar a aprovação e a resposta dos seus comentários pendentes no blog até agora, não se preocupe!

    No mais, agradeço muitíssimo pelo seu incentivo a este post! Por mais instigante que o tema da “Amada Imortal” seja, aparentemente, como observou o Fabio Monteiro, algumas informações aqui reunidas de pesquisadores europeus e americanos parecem estar vertidas pela primeira vez em português.

    Por favor, não deixe de ler a continuação a este post aqui: http://euterpe.blog.br/historia-da-musica/sendo-a-amada-imortal-por-um-dia-ii-desvendando-o-que-da

    Um grande abraço e seja bem-vindo ao blog!

    Leonardo

  7. Obrigado, Leo, pelas boas vindas. Eu me gratifiquei tanto com a descoberta deste “oásis”, que me lambuzei como quem nunca tivesse comido mel. Então estranhei que minhas postagens tanto esperassem “moderação-aprovação”, pois estou acostumado a ser um tanto herético e cáustico; logo, muito já mutilaram meus escritos na imprensa. Por um tempo, cá me senti como Shostakovitch, entre a sinceridade e o jdanovismo. Agora me sinto em casa…

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